Alexandre Magno – Bobagens que cantamos por aí
Postado em nov 7, 2010 sob Erros e Heresias, Textos | 6 comentárioAdaptado pela equipe do Pulpito Cristão
Que peculiar é a situação do apóstolo Paulo! “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4: 11). Paulo é categórico: “APRENDI a viver contente”. Não que ele gostasse das catástrofes que marcaram seus dias de crente aqui; apenas entendia o curso deste tenebroso mundo avesso a Jesus, e prosseguia. “Sei o que é estar necessitado e sei também o que é ter mais do que preciso, aprendi o segredo de me sentir contente (…) quer esteja alimentado ou com fome” (Fp 4: 12).
O apóstolo dos gentios aprendeu a viver contente, pois viveu para o Senhor, e não bajulava o próprio ventre. Ele trabalhou mais, plantou igrejas mais que todos, e foi capaz, em Deus, de proferir: “Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação” (Fp 4: 13).
Jamais encontraremos Paulo entoando musiquetas anestésicas do tipo: “Vai dar tudo certo!”, isso porque as pessoas sérias – e o Evangelho está cheio de gente séria – sabem que isso não é verdade; nem sempre vai dar tudo certo. Todos nós passaremos por aflições (Jo 16.33). Curioso é que a mesma música que falsamente afirma que tudo vai dar certo, também lamenta: “Sei que a vida não é só de momentos bons: há tempos difíceis. A vida é mesmo assim…” Uai! Mas, não ia dar tudo certo?
Bobagens que cantamos.
Entre os absurdos da Confissão Positiva, madrasta da teoria da restituição, está esta canção-oração: “Restitui, eu quero de volta o que é meu…” Mas, o que exatamente o novo homem deixou de bom lá atrás pra aporrinhar Deus pedindo de volta? Parece a mulher de Ló ao deixar Sodoma. O que perdi e quero de volta? Um ministério falido? Um casamento conspurcado? Um negócio escuso e cambaleante? A namorada que se mandou?
Pois eu quero tudo novinho em folha (2Co 5.17)! O Cristo a quem eu sirvo me prometeu, e Ele cumprirá. Eu quero um casamento novo todo dia (com a mesma mulher!), um ministério com nome do céu e não de homens, flagrante macabro do autoculto. “Importa que eu diminua”.
Bobagens e mais bobagens…
Nem a ordem eterna e soberana dos Céus é respeitada. “Põe um anjo aqui Senhor, põe um anjo lá, um anjo na porta e outro no altar…” O que é isso, minha gente? Acaso estamos em condições de dar ordens em Deus? Além disso, essa musiqueta parece até escalação de time de futebol de várzea!
E a igreja vai assim, de bobagem em bobagem, contaminada pela “batalha espiritual”, que aliás é outro equívoco. A classe de catecúmenos está às moscas, mas experimente anunciar um curso de “batalha espiritual” para ver: Vai bombar!
Viva o besteirol gospel!
A passagem de Romanos 16.20, “E Deus, logo esmagará satanás debaixo dos pés de vocês”, deveria encerrar de vez as loucuras cantadas por aí. É Deus, e não nós, quem esmagará Satanás; até o gesto “gospel” da Fernanda Brum é esquisito. A mesma “ensina” que anjos recebem ordens de humanos (DVD apenas um toque). E a patota “gospel” abusa, sem temor nem limites. A presença de Deus, o Soberano, é tratada como se trata um “despastor” qualquer; pop-gospel que se preza deixa Deus tomando chá de cadeira.
Aí, quando penso que os tropeços acabaram, a emissora “gospel”, cujo proprietário também gerencia a seção de títulos celestiais, toca “Rompendo em fé”, uma belíssima canção que, por força do hábito (um hábito ruim), declara: “Se diante de mim, não se abrir o mar, Deus vai me fazer andar por sobre as águas”. Claro que Deus é soberano pra fazer o que bem entender, inclusive para abrir o mar, me fazer andar por sobre as águas, etc… Porém, o que escapa aqui é a afirmação de que se o mar não se abrir, Deus usará o plano B. Mas… desde quando Deus precisa de plano B?
Precisamos meditar melhor nas letras que cantamos, pois corremos o risco de, ao invés de agradar a Deus adorá-lo, acabar afrontando o Todo Poderoso com a nossa bendita música gospel.
Fonte: Pulpito Cristão.



É… Ouvi tantas vezes minha mãe dizer: “Quem não sabe ‘rezar’ xinga a DEUS!”.
Desculpas ao autor, mas achei o texto um pouco superficial e pouco fundamentado.
Sim, concordo que a corrente teoria da prosperidade nos leve como igreja a cantar e pregar coisas totalmente contrárias à palavra de Deus. Nos últimos anos vimos o crescente número das canções de “vitória”, que enfatizam que toda luta termina em bênção e que independente da situação, venceremos. Obviamente, esse tipo de abordagem é meramente uma estratégia psicológica, visto que a vitória de verdade é decorrente de estar no centro da vontade de Deus, independentemente se é um momento de luta, deserto ou oásis.
Também concordo com o exagero de atos proféticos que temos hoje em dia, muitos deles não ordenados e nem tampouco direcionados por Deus.
Mas daí a generalizar e estender as recomendações negativas a todo o movimento de batalha espiritual tende a ser quase faccioso. Há momentos sim de pedir a Deus por intervenção dos anjos e há momentos de simplesmente parar e esperar. Há momentos em que Deus nos abre o mar e há momentos de andar sobre as águas; não porque pra Deus existam planos B, mas porque a nossa visão limitada não é capaz de compreender todo o poder e eficácia de Deus, que age de maneiras que não conseguimos sequer apreender corretamente!
A questão não é que os louvores proclamam bobagens, mas o contexto com que são usados. Tudo, absolutamente tudo, depende do contexto e da vida cristã que o indivíduo leva. Pode estar errado cantar restitui a algo que o próprio Deus tirou ou que foi conseguido de forma errada e sem o aval Dele, mas a mesma canção pode vir em um momento profético de restauração de Deus, e servir como um clamor pra que Deus restaure os feridos de guerra (lembra-se do versículo de Isaías no qual a canção foi inspirada: que não havia ninguém que clamasse pelos que estavam feridos, dizendo a Deus: “restitui”?).
Portanto, querido, não julgue a música; coloque cada coisa dentro do seu devido contexto espiritual e assim veremos que nada é ilícito, mas na verdade certas coisas apenas não convém…
Olá meus irmãos…
Eu gostei bastante do texto e entendi o ponto de vista do Marco e do Noel. Contudo este ponto de vista não justifica porque qualquer que seja o nosso estado de espírito, situação que estamos passando, se estamos cantando com o coração ou não, não podemos determinar nada à Deus. Não podemos dizer “traga!” “andarei por sobre!” “Deus fará!”, ainda que isso nos traga algum conforto ou estejamos nos referindo a algo extremamente espiritual.
Essa é minha opinião e creio que é disso que o autor falou.
Em Cristo,
Luiz
Pode crê!
Um ótimo título para o post, pena que o texto não fez JUS. Ao ler fiquei imaginando o quão fechada está sua mente, digo pois vc não levou em conta o momento espiritual de quem está louvando… A exemplo, já me encontrei no fundo do poço espiritualmente, e cantava com a alma: “restitui Senhor, teus sonhos, teus planos” parecia que só a canção, e Deus, me entendiam naquele momento. Cara, e rompendo em fé? Não é plano B, é a afirmação que acima de tudo e todos devemos romper em fé, de que todo poder está em Deus!
A paz!
Eu estou farto do “gospel” brasileiro e seu vale-tudo por um bom comércio.
Entretanto, sobre o “vai dar tudo certo”, não creio que a intenção do autor da música fosse ludibriar o ouvinte com confissão positiva. Se a própria música diz que há na vida situações difíceis, então não há engano. Talvez esse “vai dar tudo certo” possa ser encarado como uma parafrase de “todas as coisas cooperam para O BEM”. É só um palpite meu.
Assi, portanto, peço humildemente: vamos devagar com o andor, porque todos nós santos somos de barro!